Mostrar mensagens com a etiqueta Darocha. Pliages. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Darocha. Pliages. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Luiz da Rocha - Shooting Star #2 Serie


Se os cogumelos têm um espíritozinho, os cogumelos raros proporcionam espíritozinhos muito simpáticos e agradáveis. Aqui está um cogumelo raríssimo com uma espíritozinha acolhedora, creio eu. Ou será que não?

Esta série propõe, figuras do âmbito do mundo feérico, para aprender a vislumbrar o sobrenatural, uma etapa, possível para poder ver algo de mais elevado. 

É verdade que estas obras parecem simples, mas na realidade, resultam de mais de 40 anos do meu labor nas artes, observação da vida, educação da visão e despojamento dos condicionamentos escolares, académicos e institucionais. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Luiz da Rocha - Shooting Stars



Enfim, já comecei a compor a segunda série das "Shooting Stars". Preferi o nome da série em inglês, pois que em português, estrelas cadentes soava negativamente; Cedente - decadente, cai, queda. Ora o meu intuito é de ascender, Estrelas Ascendentes, poderia ser o nome genérico desta série.
São obras muito frágeis e delicadas. como o são as Estrelas Ascendentes. Fazer um voto, que é algo de que nos torna vulneráveis, um voto é um desejo e um desejo por meio de muitos outros desejos, torna-nos frágeis, ou se for sempre o mesmo, torna-nos maníacos. É por isso que é importante desejar e ser vulnerável, o que pode muito bem comportar, construção do nosso ser, descoberta, investigação, conhecimento, crescimento. Crescer faz doer. Sempre as dores desde o berço até à morte. Crescer faz doer. Pode ser que a dor seja o efeito da passagem da seiva, dum sangue cósmico, intensamente presente, terreno, pois é o sítio   a que nos habituamos envolvido na Via Láctea.
Esta peça, potencializa uma lenda, um conto. Prefiro lendas a contos ou contos que são lendas. Lenda é acto que estimula, é língua do despertar. A história se é levada a sério, exclui-nos da existência, aliena-nos da nossa dignidade. É só derrotas e ressentimentos. A Arte post-contemporânea, forma-se de na lenda e não na história. Se a arte existe, ela é lenda, só assim a podemos apreciar, acompanhar, entender, ver.
É mais razoável, concreto e viável ter nos nossos braços uma sereia, do que a certeza de um abraço amigável. 

sábado, 5 de novembro de 2011

Confusão e criação.

A confusão, o desperdício, a desordem, são como a sombra da criatividade. O que aparece de novo neste século, ou melhor, nestes últimos 50 anos é a extraordinária potencialidade criativa à qual muitos seres são convidados. Claro está, que bastantes pessoas confundem criatividade, com expressão das suas pulsões ou ideias, é um pouco como confundir “o barulho de uma cadeira que cai pelas escadas abaixo” (1), com um som harmonioso duma flauta, dum piano, dum saxofone bem dominados. A expressão das suas pulsões como arte, não vai mais além da fascinação de um campo cheio de lixo e de destroços. É um desses sofismos que por aí circulam, que aponta um caixote de lixeira como uma potencialidade artística. O discernimento entre arte e expressões, não é inteligível se não existe escuta. Acontece que o valor mercantil, passa desde há mais de 40 anos por um critério de valor estético. Tal como no campo da especulação financeira, pode-se manipular virtualidades como valores lucrativos.
Nesta idade de dominante financeira, algo que coloca a transcendência como primeiro passo da criatividade passa por uma aberração, um anacronismo, desde então as expressões e as ideias podem servir facilmente de valores especulativos, visto ser o materialismo consumista, que domina a maioria das relações entre indivíduos.  As ditas “expressões” procedem habitualmente segundo manifestos ou/e autismos discursivos - tagarelice. Quer dizer: na expressão, nas ideias não existe sincronia com o Mistério da Vida, pois entram num circuito fechado supostamente intimista, condicionados por doutrinas niilistas, psicanalises, por toda essa intoxicação mental que se denomina desconstrução, pois que e tentam e conseguem impor-se como totalidade, condição básica de sobrevivência em coordenação com a finalidade especulativa financeira. Por outros termos: o niilismo desconstrutivo é o manifesto da economia parasitária dum capitalismo mundialista mórbido.
Cultivar, angústias, fobias e identificações ávidas, estatutos, dos quais o de artista parece ser relevante, sobretudo por ser um saco aonde se pode esconder tudo e mais ainda. Um conto das 1001 noites conta o caso de dois mercadores que se disputam um saco, cada um enumera o que lá tem dentro; há caroços de damascos e azeitonas, frascos de perfume, camelos e caravanas, odaliscas muito sensuais, escravos negros e pardais e muito mais. Claro que os dois fazem batota. Assim é a expressão de si próprio, só que esta das 1001 noites é engraçada e marota, enquanto a batota inevitável das expressões e ideias, é triste, mas tão triste…
Por outro lado a criatividade, não reivindica e corre o seu fluxo, no acontece mais cedo ou mais tarde, é o oposto da loucura, do pensamento fechado das ideias e expressões. No entanto há que ter em conta que a fronteira entre as duas formas de actividade é muito difícil de definir, portanto como foi escrito mais acima, é a possibilidade da escuta e de diálogo (mesmo em silêncio) que permite de esclarecer e ouvir a música. No desenho qual é a música que lá se entende quando para ele miramos?

(1)   Alvaro Magalhães, a propósito de um concerto de música contemporânea. 

Tahara 1974. Galeria Entre.Luiz da Rocha. Dobragens. Paris



domingo, 29 de novembro de 2009

Paper Boats Sea Tales



Je m'en sers, de bouteilles en plastique d’ 1/4 litre d'eau minérale, que je récupère, pour introduire des petits bateaux en papier, ensuite j’étiquette les bouteilles afin de les exposer. Ces bateaux en papier sont de toute évidence des messages, des livres inédits, probables cartes aux trésors, ce sont des Portulans d'une nouvelle espèce, voire, des missives provenant de la Voie Lactée. Les regarder et les tourner dans tous les sens à défaut de pouvoir les sortir des bouteilles pour les déplier. Ce sont de ces filons, très riches en énigmes, à peine si auparavant on les remarquait puisque ces pliages sont relégués aux innombrables « choses sans importance », comme la croyance utilitariste basique classe ce qui n’entre pas dans ses tiroirs à références et citations.



London - November 2009

sábado, 28 de novembro de 2009

Potolans/Portulans 2



Les pliages que je trouve au hasard de mes randonnées en ville, je les garde tels quels ou bien pour certains je m’en sers comme support afin d’inscrire des signes de toute sorte : écrits, dessins, couleurs. Depuis 1970 j’ai ramassé, classé, étiqueté, accumulé des milliers de pliages, maintenant, je passe à des compositions.
Je considère que la plupart du temps chaque pliage signifie l’existence d’un seul auteur. Autant de pliages, autant d’auteurs, autant d’existences, de désirs, de possibilités.

Aussi, je peux les prendre comme des traces d’étoiles filantes...



D’autres encore seraient des plumes d'anges.