segunda-feira, 14 de novembro de 2011





Um desses lugares no Alto-Minho, 
que pode de novo nos transportar até ao seio da nossa terra. 
Pousar enfim no concreto extase.

domingo, 13 de novembro de 2011

Paris Couto - Fillettes Afife 


Fortuitamente, uma fotografia. Esta foi tirada em Afife. Nunca fiz fotografias com intuito de composição. Acontece; são sempre instantâneos, por vezes consigo alguns bem-sucedidos. Como se algo viesse despertar-me, provocar-me e então encontro-me a metralhar. Evito fotografar poses, mas sim fotografar por surpresa, sem contar nem economizar a quantidade de fotografias.
Integrei esse método, após ter acompanhado durante um certo tempo, em 1971, o fotógrafo japonês Yokoyama. Rapidez e alerta para toda a ocasião que se apresente, noite e dia, cair do dia e cair da noite. Fulgurância que me agradou e que adoptei.

sábado, 12 de novembro de 2011

Luiz da Rocha - Christophe desenha - Afife

Olhar bem. Bem observar. 
É assim que a Arte pode surgir, ou só surgiria uma dessas criaturas de lenda? A Arte desenvolve lendas ?
Uma lenda na areia. A areia das lendas. Tantos grãos de areia como lendas que foram, são e serão? 
Também havia contos ao serão. Mas isso era noutra era.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Luiz da Rocha - Shooting Star #2 Serie


Se os cogumelos têm um espíritozinho, os cogumelos raros proporcionam espíritozinhos muito simpáticos e agradáveis. Aqui está um cogumelo raríssimo com uma espíritozinha acolhedora, creio eu. Ou será que não?

Esta série propõe, figuras do âmbito do mundo feérico, para aprender a vislumbrar o sobrenatural, uma etapa, possível para poder ver algo de mais elevado. 

É verdade que estas obras parecem simples, mas na realidade, resultam de mais de 40 anos do meu labor nas artes, observação da vida, educação da visão e despojamento dos condicionamentos escolares, académicos e institucionais. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011




Plena expansão da descoberta das dobragens, como se cada dia fosse a infância do mundo. Cada dia pode ser criança da vida. Cada dia oferece um Reino.





quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Luiz da Rocha - Shooting Stars



Enfim, já comecei a compor a segunda série das "Shooting Stars". Preferi o nome da série em inglês, pois que em português, estrelas cadentes soava negativamente; Cedente - decadente, cai, queda. Ora o meu intuito é de ascender, Estrelas Ascendentes, poderia ser o nome genérico desta série.
São obras muito frágeis e delicadas. como o são as Estrelas Ascendentes. Fazer um voto, que é algo de que nos torna vulneráveis, um voto é um desejo e um desejo por meio de muitos outros desejos, torna-nos frágeis, ou se for sempre o mesmo, torna-nos maníacos. É por isso que é importante desejar e ser vulnerável, o que pode muito bem comportar, construção do nosso ser, descoberta, investigação, conhecimento, crescimento. Crescer faz doer. Sempre as dores desde o berço até à morte. Crescer faz doer. Pode ser que a dor seja o efeito da passagem da seiva, dum sangue cósmico, intensamente presente, terreno, pois é o sítio   a que nos habituamos envolvido na Via Láctea.
Esta peça, potencializa uma lenda, um conto. Prefiro lendas a contos ou contos que são lendas. Lenda é acto que estimula, é língua do despertar. A história se é levada a sério, exclui-nos da existência, aliena-nos da nossa dignidade. É só derrotas e ressentimentos. A Arte post-contemporânea, forma-se de na lenda e não na história. Se a arte existe, ela é lenda, só assim a podemos apreciar, acompanhar, entender, ver.
É mais razoável, concreto e viável ter nos nossos braços uma sereia, do que a certeza de um abraço amigável. 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Luiz da Rocha - Gaia Scienza - óleo/tela - 2005

Um passo para trás. Vila Nova de Gaia 2005. Um atelier que ocupei durante 8 meses. Actividade intensa e agradável, que finalizei com uma série de quadros longos e estreitos, em posição horizontal, para pintar energicamente o mar visto do Restaurante Ourigo, aonde ia todos os dias após o dia de actividade no atelier de Gaia, para beber um aperitivo e encontrar os amigos, sobretudo o Ricardo Morgado e o Dominique Lopes , que foram sempre de alegre companhia.. Lá instalava-me numa mesa junto às janelas e podia contemplar o oceano, e desfrutar de um espanto todos os finais de dia. As três estações deram-me a oportunidade de bem apreciar as variações do por do sol. Barcos e cargueiros, por vezes um ou outro veleiro, um paquete, por lá desfilavam e pontuavam o horizonte. Então um belo dia rompi com os meus hábitos de factura e pus-me a pintar essa série, quase naturalista, algo expressionista, como um homenagem a um lugar que marcou definitivamente a minha alma.
O quadro acima é da série “Gaia scienza”. Nada de mais natural que em Gaia, realize quadros em referência ao lugar e a um dos meus livros favoritos, a “Gaia scienza” de Nietzsche. Foi uma série notável, um prazer intenso ao fazê-los. Esgotado o veio, nada de mais natural que aventurar –me numa factura invocativa de tantos meses de alegria. Escrevo isto, num recuo necessário para afirmar a nova veia que formalmente nada tem a ver com estas séries. No entanto a forma não é o estilo e é no estado de espírito que invisto e aí decerto para quem tem olhos para ver, o estilo surge na dimensão que é explícita à arte. É essa a minha aposta, como sempre o foi.